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Setorial das Mulheres realizam Roda de Conversa sobre Aborto e Machismo

sexta-feira, 3 de março de 2017
Aconteceu no dia 22 de fevereiro a Roda de Conversa sobre Aborto e Machismo organizada pelo Setorial de Mulheres do PSOL-BM. O evento ocorreu no pátio da Universidade Geraldo di Biase, em Volta Redonda, reunindo diversos alunos de diversos cursos de graduação, que participaram, discutiram, expuseram suas ideias sobre este assunto polêmico e pouco debatido nas instituições em geral.  

Falou-se sobre a relação do machismo com o aborto, sobre o perfil da mulher que aborta, sobre a questão de saúde pública que envolve o aborto, bem como das questões jurídicas que envolvem o tema.  Houve bastante participação dos presentes, que mostraram que este é um tema urgente que precisa ser discutido democraticamente, sem envolvimento religioso, sexista ou racista. O Setorial de Mulheres do PSOL-BM luta pela legalização do aborto, com educação sexual para que as mulheres possam decidir sobre seus corpos e suas vidas de posse de informação educadora e acompanhamento médico e psicológico, com contraceptivos distribuidos pela rede pública para que o aborto não seja a primeira opção, e para que haja aborto legal e seguro para que mulheres nem fetos morram em práticas clandestinas.  

O próximo evento organizado pelo Setorial de Mulheres do PSOL-BM – “2º GRITO DAS MULHERES”  –   ocorrerá no dia 07 de Março, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, às 19h, no Corredor Cultural de Barra Mansa (ao lado do Jardim das Preguiças) e será novamente uma roda de conversa sobre o tema “Mulheres, uma história de luta”. Haverá, também, oficina de camisas para que você possa estampar na sua camisa frases da luta feminista. Compareça, una-se à luta! Não há vida digna para as mulheres com violência e sem direitos!
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2º GRITO DAS MULHERES

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017


1º Grito das Mulheres (março de 2015)

          Com o intuito de retomar as atividades do Setorial de Mulheres do PSOL Barra Mansa surge a ideia de organizar a 2ª roda de conversa na cidade, cujo nome foi 1º Grito das Mulheres. A primeira foi realizada em 2015, em comemoração ao 8 de março. O evento contou com varal de cartazes e oficina de camisas, além da atividade principal, o debate sobre a mulher na sociedade.
O evento que está sendo programado será realizado na primeira semana de março. Entretanto, o Setorial de Mulheres está organizando para a penúltima semana de fevereiro uma atividade sobre tema complexo, atual e extremamente urgente de se debater: o aborto no Brasil. Tratando-se de um tema de saúde pública, nosso partido não poderia deixar de abordá-lo.
Chamamos a todas e todos a participarem conosco deste dia! Convidamos também a curtirem nossa página no facebook “Psol Barra Mansa” onde divulgaremos os detalhes da atividade.
Feministas em Luta por Socialismo e Liberdade!
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Mentiram para nós, não somos inimigas!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Antes de começarmos nossa conversa gostaria de deixar claro alguns termos/conceitos que sempre estão presentes nos textos feministas mas alerto que estes são termos sempre em construção e que podem ter uma alteração de sentido aqui e ali dependendo do uso e de quem escreve. São eles:
 Feminismo: é um movimento político, filosófico e social que defende a equidade de direitos entre mulheres e homens.
 Machismo: é o comportamento, expresso por opiniões e atitudes, de um indivíduo que recusa a equidade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais, favorecendo o masculino sobre o feminino.
 Patriarcado: é o conjunto de práticas interessado em mater as mulheres sob o domínio dos homens. O patriarcado não é um grupo de homens conspiradores, mas sim uma perspectiva cultural que favorece os homens e que é reproduzida em todas as esferas sociais.
 Sororidade: é o pacto de irmandade entre mulheres. Uma solidariedade mútua que as torna mais fortes para enfrentar o machismo e suas consequências.

  Posto isso posso dizer que por coincidência ou não, nestes últimos dias algo tem me atormentado: a competição entre mulheres. Aproveitei então, já que estamos lançando o jornal do PSOL-BM, para abrir o cantando do setorial de mulheres com esse tema que, acredito eu, interessa muito a todas nós.
Desde que me entendo por gente sou uma pessoa extremamente ciumenta e competitiva. A competição com outras mulheres, no meu caso, iniciou-se há muito tempo. Minha casa sempre esteve cercada por elas. Mamãe, maninhas, sobrinhas, sem contar as muitas primas e tias que existem na minha família... A briga por quem seria a queridinha do papai, do titio, do vovô. Sim, quase sempre girava em torno da atenção de um homem. Fui crescendo e levei isso para a escola, amizades, namoros e até pro ambiente de trabalho, na verdade eu preciso escrever um texto só pra este último, visto que o fato de eu ter me tornado feminista está intimamente ligado ao machismo que sofri na indústria. Mas por enquanto, eu gostaria mesmo de falar sobre a relação que estabelecemos com nossos namorados pois talvez essa seja a parte mais difícil pra maioria por envolver um turbilhão de emoções e conflitos internos e externos.
  Se eu olhar pra trás vou ver que em todos os meus relacionamentos amorosos tenho recordações de situações desagradáveis sobre esse assunto, às vezes era a amiga, a prima, a irmã e até mesmo a mãe dele, mas a ex (ah, a ex!), é simplesmente recordista mundial. Eu sei que às vezes a ex do seu amor é mesmo o tipo de pessoa difícil que não aceitou o fim do relacionamento e pode estar atrapalhando sua vida, contudo e quando ela está quietinha no seu canto e você insiste em "ressuscitá-la"? E quando você usa a vida sexual dela para difamá-la? Ou quando você fica comparando o corpo dela ao seu apenas para se sentir um pouco melhor ou segura? O patriarcado com certeza agradece a todas nós pela reprodução do machismo. A gente, às vezes, só esquece que a ex também é mulher e como tal sofre as mesmas opressões que você e eu, assim, quando você a chama de puta, vadia, vaca etc. você não pensa que o dedo que aponta para ela um dia pode estar apontado para você. Já parou pra refletir que a sua opinião sobre ela pode estar completamente distorcida (ou condicionada?) pela visão dele? Não estou dizendo que devemos, necessariamente, ser amigas das exs dos nossos atuais ou das atuais dos nossos exs, entretanto é nosso dever desconstruir esse ódio que você nem se lembra de onde é, quando surgiu.
  Para concluir, somos seres humanos e sentimos raiva, ódio, rancor e mágoa pelas pessoas, para além desta questão, contudo, é extremamente necessário entender se este sentimentos são frutos do patriarcado, de uma cultura machista, que insiste em nos doutrinar a enxergar homens como troféus.
   Eu não quero mais competir com outras mulheres pois eu quero ser amiga das amigas, das alunas, das colegas de trabalho, das primas, das cunhadas, até das exs... quem sabe um dia. Eu quero ser amiga de todas as mulher que passarem pela minha vida.
Espero que a sororidade não seja apenas uma palavra no vocabulário feminista, mas que possamos vivenciá-la na vida real, em todos os momentos das nossas vidas.


Por Sara Câmara- Setorial de Mulheres PSOL-BM
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