A PEC 55 é de autoria da Presidência da
República (Michel Temer) e é nomeada pelo governo como “PEC do teto dos gastos
públicos” em oposição ao nome dado pelos movimentos sociais, “Pec da maldade”,
“da morte”, “do fim do mundo”, nomeação que pretende denunciar o quanto ela é
ruim pra população.
A medida é apresentada como controle dos
gastos do governo, considerados “irresponsáveis”. Na prática ela impede a
ampliação REAL do gasto público, em especial, em saúde e educação, por 20 anos.
Porém, como é essa proposta? Vamos usar como exemplo os gastos em
educação.
Os valores
mínimos para os gastos em educação determinados pela Constituição
de 1988 (Art- 212), são: 18% do orçamento do governo federal e 25% do orçamento
dos Estados e Municípios. A PEC considera esses valores como máximos, ou seja, bloqueia os gastos
além deles. A partir de 2018, os valores gastos em educação em 2017 serão
reajustados de acordo com a inflação, ano a ano, pelos próximos 20 anos. A
lógica é a seguinte, o valor dos gastos com educação e saúde ficarão
congelados, mesmo se o governo tiver mais, vai gastar menos. Isso
representa o fim da garantia de direitos e é uma atitude que vai contra a
Constituição Cidadã (1988).
COM A PEC, QUEM
PAGA PELA CRISE? O discurso do governo de não
endividamento e pagamento de dívidas não se sustenta, pois há anos a maior
parte de nosso orçamento vai para o pagamento da dívida externa e interna, ou
seja, para banqueiros de dentro e fora do país. Não tem dinheiro pro povo, mas
tem pros bancos?
ALTERNATIVAS
À PEC:
· Reforma do sistema tributário.
O Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que não tributa lucro e
dividendo” [lucros de donos e acionistas de empresas].
· Imposto
sobre grandes fortunas. Há exemplos muito bem-sucedidos no
mundo de impostos sobre grandes fortunas,
Uruguai e na França por exemplo.
· Impostos
sobre heranças. No Brasil, nós temos uma das taxas mais
baixas de impostos sobre heranças. Essa é uma riqueza que a pessoa não
construiu, recebe e não paga quase nada por ela.
SITUAÇÃO
ATUAL:
Ela
já foi aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado, só falta o Temer assinar
pra virar lei. Temos que barrar essa
assinatura, para não deixar que condenem nossos postos de saúde, hospitais
e escolas. A PEC é parte da lógica de privatização da saúde e educação, pois
faz com que esses serviços fiquem péssimos, o que vai ser usado no futuro para
se defender o fim desses serviços públicos.

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