Por: Luiz Ricardo Landim
Primeiro
vamos fazer um levantamento de um forte ponto: a população carcerária no país.
O Brasil é atualmente o quarto maior país com população carcerária no mundo,
chegando a impressionante marca de 607.700 presos, segundo dados do Ministério
da Justiça em junho de 2015. Agora vamos pensar: e se uma redução da maioridade
for aprovada, os números, sem dúvidas, iriam aumentar. Vamos pensar um pouco
mais: O Brasil tem suporta para tal número de presos? A resposta é obvia: Não.
Para isto basta observar o massacre no presídio do Amazonas, onde o presídio
tinha capacidade para 454 presos e abrigava 1224 presos.
Outro
forte motivo para irmos contra tal barbárie que é a redução é a desconsideração
do ambiente em que o jovem vive quando o julgamos pelo ato praticado. Muita das
vezes o jovem marginalizado tem pouco ou quase nenhum acesso à saúde, educação
e moradia que são direitos fundamentais garantidos por nossa Constituição e que
o Estado não cumpre a obrigação de garanti-los. Com a ausência desses direito e
se encontrando em péssimas condições de vida o jovem vai encontrar no crime a
saída para os seus problemas.
Analisando
esses dois pontos dentre vários que podem ser citados, podemos ver que reduzir
a maioridade penal não é a solução. O Governo deve investir fortemente na
garantia dos direitos que a Constituição assegura aos cidadãos, frisando
fortemente na educação, tirando os jovens marginalizados das ruas e os
colocando em salas de aula, com ensinos e infraestrutura de qualidade. Termino essa analise da redução da maioridade
com a seguinte frase do poeta e dramaturgo francês, Victor Hugo, que consegue
resumir tudo o que foi dito: “Quem abre uma escola fecha uma prisão”

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