O projeto Escola sem Partido (ESP, como será chamado no texto) é uma organização, supostamente formada por pais de alunos e diversas pessoas diferentes, que busca segundo os mesmos combater a doutrinação em sala de aula. Entretanto fica claro para alguém que acesse seu site e leia os conteúdos produzidos pelos próprios que o seus objetos são calar os professores e impedir que os jovens entre em contato com um novo mundo possível, não só de sistemas econômicos, mas de ideias também.
Segundo o site da ESP seu principal objetivo é combater a doutrinação
ideológica e partidária em sala de aula que, segundo os mesmos, acontece
as claras no Brasil a pelo menos 20 anos. Eles vão além, caracterizam
esta doutrinação como sendo de esquerda. Não há um único texto no site
desse grupo que debata uma possível doutrinação de direita ou mesma a
influência da religiosidade cristã nas salas de aula. A gênese de todo
mal, ao que parece, é da esquerda!
Eles querem que uma lei seja aprovada no congresso nacional, para tornar a sala de aula um ambiente de ameaças. Onde o direito do professor de montar suas aulas, de falar o que pensa, será impelido pela força de uma lei. Se os pais não gostarem de determinado desenvolvimento científico, o professor e sua ciência serão perseguidos, voltando-se aos tempos da inquisição. Em Barra Mansa o candidato a vereador João Paulo Louzada é apontado pelo próprio site da ESP como uns dos candidatos a vereança comprometidos com o projeto. Pode-se dizer que pelo menos o mesmo não foi eleito, o problema que o atual prefeito Rodrigo Drable, o mesmo que era amiguinho do Eduardo Cunha em 2014 e que é do mesmo partido que ele, disse em um debate na Vista Alegre que vê o projeto com bons olhos. Será que ele irá tão longe?
Em espaços no site que levam nomes “legais” tais como: flagrando o doutrinador e corpo de delitos, são expostas depoimentos de pessoas que sofreram ou viram amigos/familiares sofrendo doutrinação em sala de aula, alguns até com provas (geralmente vídeos de professores com algumas temáticas como política, direitos sócias e sexualidade) são expostos e perseguidos professores que só estavam dando a sua aula, usando de estudos da sua área, para contribuir para o desenvolvimento dos alunos. Hoje o projeto de lei é o que é menos perigoso, eles já perseguem os profissionais da educação de maneira fascista, e pior, incentivam as pessoas que façam o mesmo. Espero sinceramente, que isso não se espalhe.
Em um país que a atual legislatura federal está sendo considerada a mais direita conservadora desde 1964, em que acontece um golpe midiático jurídico-parlamentar, recentemente a PEC 241\55 foi aprovada no congresso, ao que tudo indica a desreforma do ensino médio; via MP; vai ser aprovada, e ao que tudo indica 2017 ainda nos reserva uma desreforma na previdência e uma desreforma na CLT. Se voltarmos no tempo, para o início da legislatura no ano de 2015, tivemos pautas como o novo código florestal sendo aprovadas e por muito pouco a redução da maioridade penal também não foi aprovada. Se voltarmos mais ainda, nas eleições de 2014 quando Aécio Neves, candidato da direta teve 48,36% dos votos válidos? Se nos da esquerda estávamos realmente doutrinando a juventude a pelo menos 20 anos, devemos aceitar que no mínimo, somos uns incompetentes completos, para concluir isso basta olhar o atual cenário.

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